Um convite à civilização

Alemanha

No mês de maio de 2015 fui acompanhante de um grupo de profissionais em visita à Alemanha. Nós iniciamos o tour pela quinta maior cidade do estado alemão de Hesse, conhecida mundialmente como o maior centro financeiro da Europa Central e de transporte do país. Esta cidade chama-se Frankfurt.

Ela é sede do Banco Central Europeu, Banco Federal Alemão e Bolsa de Valores de Frankfurt. O grupo ficou impressionado com a organização e limpeza da cidade, que é muito arborizada e conta com uma vista impressionante do Rio Meno.

Lá os casais apaixonados também jogam um pedacinho do seu amor para a eternidade, encaixando cadeados na Ponte Eiserner Steg. A Pont des Arts, em Paris ao longo do Rio Sena, também está inundada de cadeados, mas em perigo de extinção.

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É muito agradável passear pelas margens deste rio alemão, além da beleza da arquitetura ao seu redor, o dinamismo da cidade impressiona, pois são turistas, moradores e ciclistas, que tornam esta cidade financeira cheia de novidades e cultura.

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Para quem gosta de arte, passeando pela beira do rio Meno, chega-se ao Museu Stadel e é lá que multidões se aglomeram para conferir a exposição intitulada Monet e o Nascimento do impressionismo”. A exposição vai até o dia 21 de junho de 2015. O próprio edifício já é uma atração a parte, aliás, a forma de se enxergar a arquitetura europeia, traz o resgate de memórias e identidades.

Foi muito prazeroso passear pelas ruas de Frankfurt mas, a viagem continuou e o próximo destino foi Stuttgart com uma parada em um vilarejo de Heildberg.

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Castelo de Heidelberg

Passamos uma manhã visitando o belíssimo palácio localizado em Heidelberg, no estado de Baden-Wuttemberg. É uma das mais famosas ruínas da Alemanha, cortado pelo rio Neckar.

A forma atual do castelo foi adquirida a partir de 1544. Ele serviu como residência dos príncipes eleitores do Sacro Império Romano-Germânico, que tinham desde o século XIII a função de eleger o Rei dos Romanos e, no século XVI eleger o Imperador até a guerra de sucessão no Palatinado.

Entre 1689 e 1693 foi destruído pelos soldados de Luís XIV de França e depois disto foi restaurado parcialmente. Na hora do almoço, o grupo aproveitou para experimentar a típica comida alemã nos restaurantes intimistas localizados nas ruelas desta antiga cidade.

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Os alemães adoram sua carne, Sauerbraten que tem o significado de “azedo” ou em conserva, é uma carne assada considerada um dos pratos nacionais do país. Eu experimentei o Schnitzel e aprovei o sabor da fina costela de carne desossada revestida na farinha de rosca e servida com uma fatia de limão e batata frita.

A escolha pode ser de Weiner Schnitzel, de carne de vitela ou Wiener Schnitzel de carne de porco. Outro prato, que também foi aprovado pelo grupo foi o de Schweinenbraten. Delicioso prato de carne de porco assada, servido com repolho refogado e regado com cerveja pilsner.

E, claro, para acompanhar esta deliciosa refeição, não se esqueçam que estamos no país da cerveja. Os pratos ficam ainda mais saborosos acompanhados pela Weissbier, a tradicional cerveja feita de malte de trigo. É muito saborosa e prova real de que os alemães sabem produzir cerveja de qualidade.

Stuttgart

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O próximo destino – A moderna Stuttgart

A capital do estado de Baden Wuttemberg é centro de uma região produtora de vinhos. Embora centro industrial, com o volume de exportações maior que o de Singapura, exportando além de produtos industrializados, também exportador de know-how.

Também se destaca pelas sedes da Bosch e das montadoras Porche e Mercedes Benz. O coração dos afixionados por carros finos e de esporte bate mais forte em território Alemão. Não há limite de velocidade em suas rodovias intermunicipais e o que se vê, pode-se ser chamado de um verdadeiro desfile de carros de luxo.

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A sexta maior cidade da Alemanha é cortada pelo Rio Nekar e abriga a primeira torre de televisão construída em concreto armado do mundo. Não é a toa que a cidade se destaca pela sua modernidade, a torre com o símbolo da Mercedes Benz abriga a estação central de trens, Hauptbahnhof.

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Ela tem uma torre com plataforma panorâmica e é coroada pela estrela da Mercedes. Este edifício foi construído em 1926 por Paul Bonatz e hoje faz parte do patrimônio histórico da construcao civil alemã.

No momento, esta estação está sofrendo reformas cruciais e será transformada de uma estação terminal, em uma estacao de passagem, ligando-se assim as linhas dos trens-balas, entre Paris, Frankfurt, Stuttgart, Munique e Viena.

Esta obra é considerada uma gigantesca construcao européia e terá a duração de 10 anos. Para o melhor acompanhamento, o governo de Stuttgart instalou na Torre da Estação, três salas multimídias, informando a população sobre o projeto e seu andamento.

Pródiga em festivais, Stuttgart atrai os amantes da cultura pelos seus festivais de ballet, ópera e filarmônica. Condecorada oito vezes consecutivas, a ópera foi construída em 1929 e hoje continua abrigando em seu edifício, a mais premiada ópera da Alemanha.

Uma curiosidade é que o ballet da cidade foi fundado por John Cranco e teve nos anos 80 e 90 como sua sucessora, a bailarina brasileira Márcia Haydée.

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Depois do banho de cultura, que tomamos em Stuttgart, chegamos finalmente a cidade, onde os monges moraram nos séculos X e XI e, responsável por realizar o maior festival de cerveja do mundo.

Munique

Vamos entrar pela porta principal da capital da Baviera, que no século XV se tornou imperial e conhecer o habitat natural de pessoas elegantes, edifícios surpreendentes, antigos salões de cerveja e típicos personagens locais.

Da porta principal chega-se a um ponto de encontro popular mais conhecido como Marienplatz.

A praça é dominada pela neogótica Neus Rathaus, a nova prefeitura, que tem como destaque o belo carrilhão com 43 sinos e 32 figuras. Se você quiser pegar o elevador na torre, irá ainda ter a oportunidade de apreciar a estonteante Munich, acima de 85 metros.

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Outro passeio muito legal, é a cervejaria mais famosa do mundo, a Hofbrauhaus. O ambiente é regado a muita cerveja, comida típica, música e curiosidades. Em uma sala da cervejaria encontram-se canecas de frequentadores trancadas com cadeados. São canecas privadas e de barro para que a cerveja seja conservada fria.

Já na Oktoberfest, que acontece no mês de outubro na cidade, só pode pedir um litro da bebida em caneca de vidro. É um mês muito divertido para os amantes desta bebida alcóolica e de agito. Para apreciar a culinária alemã, eu sugiro alguns restaurantes tradicionais localizados na parte central.

Para os amantes da boa gastronomia, um passeio ao ar livre pelo mercado municipal Viktualienmarkt não pode faltar. Não é só pela oportunidade de se esbaldar no que a feira oferece como salsichas de todo o tipo, queijos grandes, vinhos, frutos do mar e frutas, além das lindas flores e artesanatos. Neste mercado você vai aprender um pouco sobre a cultura e história alemã.

O povo da Baviera dá muita importância as tradições e é por isto que no dia 1 de Maio é realizado um evento festivo regado a cerveja, salsicha e danças típicas para celebrar a chegada da primavera. E é por isto, que um tronco de aproximadamente 30 metros é decorado com as cores azul e branco e nele fixados símbolos de várias profissões manuais.

Assim, a Árvore de Maio de Munique dá as boas vindas para esta estação embelezando e atraindo turistas de várias nacionalidades. Aliás, os mercados ao ar livre da Alemanha são merecedores de serem visitados, pela sua variedade de cores, organização e limpeza. É uma atração a parte.Para quem aprecia igrejas, a mais antiga delas e que deu origem a cidade de Munique, a St Peter’s Church (Igreja de São Pedro) foi reconstruída e, em 1368 foi consagrada novamente. A imponência do altar-mor com a figura de São Pedro chama a atenção dos seus visitantes.

A Alemanha é um país que superou as minhas expectativas. A organização, seriedade e foco do povo alemão está visível em cada detalhe de suas construções e mais, o povo alemão é receptivo e agradável. É um país que sem sombras de dúvida, vale a pena ser visitado.

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Da Praia do Forte a Barra Grande

Matéria publicada em janeiro 2014 no site Mulher Viajante

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Fotografia Oksana Valentina

A leitora e jornalista Christiane Nociti mora em São Paulo e tirou alguns dias do seu agitado ritmo de trabalho para reviver momentos na Bahia. Ela escreveu para nós contando a sua experiência na Praia do Forte, Salvador e Barra Grande, na Península de Maraú, e aceitou compartilhar com o mundo.

“Depois de muitos meses de trabalho, tudo o que eu queria era desfrutar de um destino onde pudesse estar com o pé na areia, admirar a noite estrelada e tomar banhos de sol, além de poder dançar ao ritmo de música brasileira para alegrar a alma. O destino certo foi a Bahia, onde, em 30 dias, visitei algumas terras que já conhecia, mas que não deixam o meu leque de lugares preferidos no mundo. Cheguei ao aeroporto de Salvador e, de lá, pela Estrado do Coco (BR-099), fui rumo a 80 quilômetros no sentido norte para um pequeno pedaço de paraíso chamado Praia do Forte.

Aquela antiga vila de pescadores foi meu endereço há alguns anos, por isso é um lugar todo especial. Lá, eu esperava reencontrar velhos amigos e desfrutar de um local abençoado pela obra divina – a natureza, visível pelos tons do entardecer, a água cristalina das piscinas naturais, que se formam ao longo da costa, a variedade de cores do mundo aquático meio aos corais.

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Fotografia Oksana Valentina

A primeira semana na Praia do Forte ficou marcada por jantares com amigos, caminhadas pela praia, banhos de mar revitalizantes e pelos deliciosos petiscos e drinques. Em destaque, os queijos coalhos, a água de coco e as famosas roskas, como chamam por lá as caipiroskas.

Este é um local onde a simplicidade e a sofisticação se completam. Há novas pousadas na Praia do Forte e grandes resorts e hotéis de redes internacionais se instalaram no local oferecendo hospedagem de alto nível, como o caso do Tivoli Hotel, o Iberostar e o Grand Palladium Imbassai Resort e SPA. Encontrar um apartamento de aluguel na Praia do Forte também é uma boa opção, e eu preferi ficar numa charmosa casa de praia chamada Sol da Terra. Lá, é possível alugar um quarto ou então a casa inteira, fechando por temporada.É notória a presença de novos imigrantes espanhóis e portugueses que vieram para investir e trabalhar na costa baiana. Provavelmente vieram atraídos pelo povo local que é caloroso e acolhe a todos com alegria contagiante. Até os passarinhos parecem receber as visitas, cantarolando enquanto sobrevoam as árvores. É um destino turístico pequeno, um refúgio para quem quer descansar.

Os amantes da noite podem tomar uma cervejinha bem gelada nos diversos bares da vila. A parada obrigatória, tanto de turistas como de pessoas locais, é o Souza Bar (conhecido, simplesmente, como “Bar do Souza”), onde o ritmo é o Axé e as bebidas refrescam o calor típico nordestino. Na hora do almoço são servidas as melhores moquecas de camarão de Barra Grande. Como entrada, não deixe de provar os apetitosos bolinhos de peixe. Se preferir moqueca de polvo, vá até a barraca de praia da Tia Maura, que fica no areal perto da igrejinha da vila.

O que fazer em Salvador: cultura!

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Fotografia Christiane Nociti

Usei como base a Praia do Forte e de lá aproveitei a programação cultural da capital baiana. Há sempre coisas para fazer em Salvador.

Nessa minha estada, não só pude ir a uma vernissage de fotografia, como também segui de perto a primeira edição do Festival Southbank no Pelourinho, na praça do centro histórico da capital baiana. O evento unia artistas britânicos e brasileiros em shows de música, teatro e dança.

Para saber mais sobre os eventos, que acontecem por lá, basta ficar atenta à agenda cultural de Salvador. 

Vale a pena mencionar que, contrária à insegurança que muitas vezes senti no Pelourinho, desta vez foi um passeio tranquilo, já que a região estava bem policiada.

Rumo ao sul para chegar a Barra Grande

Atravessei a balsa de Salvador até Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, e desci a Costa do Dendê (BA-001) para chegar ao meu próximo destino: Barra Grande, na Península de Maraú. Como chegar em Barra Grande pode ser um perrengue, atente ás dicas! Há barcos de hora em hora saindo de Camamu (R$6 por pessoa, até ás 17h30) ou lanchas rápidas, que encurtam a viagem de 1h30 para apenas meia hora (R$25 por pessoa, ás 7h,9h,13h e 16h30). Se vier de qualquer outro ponto do país, o aeroporto de Ilhéus é o mais próximo a Camamu e tem stands para alugar carros (se for na alta temporada, alugue antecipadamente )

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Fotografia Christiane Nociti

Durante a viagem de barco pude apreciar o azul infinito do oceano, o verde imponente da mata nas ilhas ao redor e, principalmente, pude elevar o meu estado de espírito. A contemplação veio à tona e deixei para trás o agito, o barulho, e aos poucos fui me conscientizando de que dias serenos chegaram. Fora de temporada, há chuvas intensas e a vida noturna é muito tranquila, o que não é o caso no verão. O destino é palco de festas conceituadas, como a do Café de La Musique, entre várias outras.

A charmosa vilinha de Barra Grande tem grande variedade gastronômica. No encontro do mar com o Rio Carapitangui está o Bar da Rô, que é um restaurante e beach bar, que oferece uma maravilhosa roska de tangerina, música de qualidade e um pôr do sol exuberante. Para apreciar um almoço contemporâneo, eu indico o restaurante Donana (na Rua do Anjo); já se preferir uma autêntica pizza italiana, dirija-se ao Pinóquio (na Rua J – Três Coqueiros). Quando o orçamento é apertado, é melhor escolher um PF no restaurante Fonte dos Frades (Rua Desembargadora Olni Silva).

A pausa entre as refeições pode ser preenchida com passeios de barco pela baía de Camamu, que é a terceira maior do Brasil em volume de águas. Os tours mais populares que saem do píer levam até a Ilha da Pedra Furada, Campinho, Sapinho, Ilha do Goió e também a Ilha Grande. Lá é possível tomar banhos rejuvenescedores de mar e entrar em sintonia com a verdadeira essência da natureza

Se procura pousadas em Barra Grande com bom atendimento, eu recomendo o Caiçara Bangalos. O local é acolhedor e gracioso, engrandecido pela simpatia do casal que recebe seus hóspedes como uma verdadeira família.

Os bangalôs são bonitos, com acabamentos simples e rústicos, e tão perto da natureza que é possível sentir a brisa do oceano e escutar os sons do mato. A casa deles fica a poucos metros e, quando você menos percebe, surge o aroma das refeições preparadas pelo chef, que cozinha com puro prazer. Vale uma dica para o casal: os jantares à luz de velas, que a hospedagem oferece são a pedida para quem busca romance ao ar livre!

Um convite para as suas férias

Depois de um ano e três meses de trabalho, enfim tirei minhas férias tão almejadas. Morar em uma cidade como São Paulo: multicultural, intensa, alegre, dinâmica, porém estressante, tudo o que eu queria era desfrutar de um destino em que pudesse estar com o pé na areia, admirar a noite estrelada e tomar banhos de sol radiante, além de poder me soltar e entrar no ritmo da musicalidade brasileira para alegrar a alma.

Adivinha onde fui parar? Cheguei ao aeroporto de Salvador, às 18 horas da tarde, no dia 06 de junho. E de lá rumo à estrada do coco, pois a 50 km de Salvador, litoral norte baiano, existe um pequeno pedaço de paraíso chamado Praia do Forte.  

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Fotografia Oksana Valentina

Chegar a um lugar especial já é mais do que excitante e ter morado naquela antiga vila de pescadores por um bom tempo e saber do que me esperava de reencontrar velhos e bons amigos. E lá cheguei de braços abertos, com um sorriso estampado no rosto e sabendo que fiz a coisa certa, se é para desligar da minha vida, então que a passagem de volta fosse comprada para depois de 30 dias.

Só assim eu teria um tempo mais do que suficiente para sentir realmente o prazer de desfrutar de um local abençoado por Deus, com sua obra divina – a natureza, visível pelas cores singelas do entardecer, a água cristalina das piscinas naturais, a variedade de cores do mundo aquático em meio aos corais. Tudo isso está registrado em minha mente e imagens, que mostram a peculiaridade do local.

A primeira semana na Praia do Forte ficou marcada por jantares com amigos, recepção mais do que calorosa, café da manhã saudável ao meio do verde e ar puro em boa companhia, caminhada pela praia com direito a paradas nas piscinas naturais, que se formam ao longo da costa, banhos de mar refrescantes e fora falar dos deliciosos petiscos e drinks, os queijos coalhos especiais, água de coco e as famosas “roskas”, conhecidas como caipiroskas, vocabulário baiano.

Para quem nunca ouviu falar a antiga vila dos pescadores, Praia do Forte é um local em que a simplicidade e a sofisticação se completam. Grandes resorts se instalaram no local, a presença de espanhóis e portugueses que, escolheram esse pequeno pedaço de paraíso optaram por esse destino para investimento e trabalho.

Mas, apesar disso, o que impera por lá é a cultura local. É o que tem de mais especial, além das belezas naturais, a interação entre os nativos e os visitantes. Povo caloroso que acolhe a todos com alegria contagiante, a vila é aconchegante, no entardecer os passarinhos dão o ar da graça, sobrevoando as árvores do vilarejo e emitindo sons que tornam o local ainda mais relaxante.

igreja e coco
Fotografia Oksana Valentina

O destino turístico é pequeno e recomendável para pessoas que querem descansar. Apesar de tranquila, agito também faz parte da rotina do local, para os amantes da noite, uma cervejinha bem gelada, que alivia o calor típico do nordeste ao meio de uma brisa refrescante que chega a “acariciar a nossa pele” causando uma sensação de frescor.

Os restaurantes oferecem comidas típicas como as deliciosas moquecas, a minha predileta é a moqueca de polvo da barraca de praia da Tia Maura e moqueca de camarão do Souza Bar, que, aliás, oferece de entrada um apetitoso bolinho de peixe.

Este local é tão especial por sua natureza e simplicidade local, que em contraste, resorts de luxo se aglomeraram e oferecem serviços de hospedagem de altíssimo nível, o que é o caso do Tivoli Hotel, Iberostar, Grand Palladium Imbassai Resort e SPA.

Salvador – A minha ideia seria ter como base a Praia do Forte, e de lá aproveitar a parte cultural de Salvador e foi o que fiz. Destino certo – Pelourinho, data mais do que sugestiva- Festa de São João no Pelourinho e mudança de plano, Pelourinho no dia seguinte também. Afinal, na noite de sexta-feira descobri que no dia seguinte iria acontecer um grande festival de música, em que as culturas brasileira e britânica estariam em total sintonia.

Eu e amigos chegamos ao Pelourinho numa sexta-feira para a exposição de um fotógrafo paranaense, em que além de apreciar o seu belo trabalho, conheci artistas e jornalistas interessantes, onde o papo rolou solto, regado a champanhe e deliciosos petiscos. E, claro, de dentro do casarão em que estávamos avistava-se o cartão postal de um local tão histórico, onde imponentes igrejas se contrastam com a decoração típica das festas de São João, a singela noite e pessoas, que curtem a vida com simplicidade e apreciam cultura.

A noite tão especial nos fez querer retornar para o Pelourinho, que, aliás, diga-se de passagem, na ocasião, estava bem policiado. Isto vale a pena mencionar, pois muitas vezes me senti insegura lá, mas desta vez, foi tranquilo e acabei aproveitando a capital baiana em alto estilo.Tive a oportunidade de conferir a primeira edição do Festival Southbank, no Pelourinho.  União perfeita da arte brasileira com a britânica e de jovens que participam de ONGs atuantes no Centro Histórico de Salvador. Os artistas fizeram um verdadeiro show de música, teatro e dança.

Depois de aproveitar o festival, veio o merecido descanso para no dia seguinte seguir rumo a Península de Maraú, que está localizada na Costa do Dendê. O destino foi Barra Grande. A chegada até o local não é tão simples assim, pode-se chegar a Ilhéus de avião e seguir de ônibus ou carro até o paradisíaco vilarejo. No meu caso, eu atravessei de balsa de Salvador até Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.

O trajeto levou aproximadamente 40 minutos, de lá eu tomei um ônibus até Camamu, com a pressa que eu estava de chegar, quatro horas de viagem foram uma eternidade, mas, enfim, cheguei a Camamu e, tive que pegar uma lancha rápida. O trajeto até Barra Grande durou aproximadamente 30 minutos.

Barra Grande – A viagem que fiz de barco, onde pude apreciar o infinito do oceano, o verde imponente da mata ao redor, á energia da água e, principalmente o meu estado de espírito, a contemplação veio à tona, o desacelerar, o deixar para trás o agito e barulho de uma cidade grande. Aos poucos fui me conscientizando de que, dias tranquilos finalmente chegaram e eu poderia aproveitar ao máximo o que estava sendo oferecido pelo universo.

Vida Mansa em Barra Grande
Fotografia Christiane Nociti

Era tudo o que eu queria… contato com a natureza, tomar banho de mar em um oceano chamativo, apreciar a noite estrelada e curtir o que o vilarejo tem a oferecer.

Fora de temporada, a vida noturna é muito tranquila, o que não é o caso no verão, o destino é palco de festas conceituadas, como o Café de La Musique, entre várias outras. No meu caso, não tive a oportunidade de me jogar nas noites agitadas, pois visitei o local no mês de junho, no início do inverno e, infelizmente, as chuvas foram intensas.

É espantoso como, uma vilinha tão charmosa como a de Barra Grande, oferece tanta variedade  gastronômica. No encontro do mar com o Rio Carapitangui está o Bar da Rô, que é um restaurante/beach bar que oferece uma maravilhosa “roska de tangerina”, música de qualidade e um por do sol de tirar o fôlego de qualquer um. Para um almoço contemporâneo, eu indico o Donana e até um excelente local para uma pizza  direto da Itália, aí é com o Pinóquio. Se preferir um PF, chegue-se ao Fonte dos Frades.

Claro que, essa pausadinha durante as refeições, tem que ser intercaladas com os passeios de barco e  banhos rejuvenescedores de mar. Entrar em sintonia com a verdadeira essência da natureza, apreciar o céu estrelado e a simpática lua, que vem para dar luminosidade a sua vida?  Simplicidade soa leveza, e ser leve implica em felicidade.

E isto é possível para quem sabe viver e ousar e interagir. Aliás, uma viagem se torna inesquecível principalmente pelas pessoas que cruzam os nossos caminhos e nos transmitem algo. Isto foi o caso, das pessoas que estavam ao meu redor, no local que escolhi para me hospedar, tão acolhedor e gracioso que devo mencionar e compartilhar com você, que está dividindo comigo esta minha vivência.

Caiçara Bangalôs é uma simpática hospedagem de um casal de Salvador, que resolveu acolher de uma forma simples, mas com um quê de sofisticação os hóspedes, que por ali passam. E eu estive lá e posso dizer que a simpatia do casal e os cuidados são dignos de hotéis de luxo do litoral paulista.

Os quartos são compostos por uma decoração de muito bom gosto. Com acabamentos sofisticados, tudo isso misturado ao cheiro de mato e a brisa do oceano.  Acolhedor é pouco. Um detalhe, os proprietários não se sentem na obrigação de interagir com você, que é visitante, eles simplesmente interagem pela simples vontade de gostar de “pessoas”. A casa deles fica a poucos metros dos bangalôs.

Além de todos os restaurantes que mencionei acima, vale uma dica para casal, os deliciosos jantares à luz de vela que a hospedagem oferece. O proprietário do Caiçara Bangalôs e chef Ronaldo Drummond prepara pratos dignos de uma gastronomia em alto estilo, de quem cozinha por puro prazer e, o detalhe, o jantar é servido à luz de velas regado a vinhos de ótima qualidade. Sob a testemunha de um teto desenhado em forma de estrelas. Não dá para perder,né!

Para quem quiser conhecer melhor a pousada e obter informações, entrar em contato pelo https://www.facebook.com/CaicaraBangalos

Festival de Jazz é irradiante na charmosa Paraty

  

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A quinta edição do Bourbon Festival de Jazz de Paraty 2013, que aconteceu entre os dias 24 a 26 de maio foi um espetáculo e contou com a participação de grandes nomes do jazz, blues e soul. Entre eles, direto de New Orleans, Big Sam Funky Nations. O carismático trombonista deu o seu melhor para o contaginate público até às 3h30 da madrugada de domingo (26/05).

Os shows aconteceram em dois palcos montados na Praça da Matriz e na Igreja Santa Rita e os famosos “buskers” se apresentaram pelas charmosas ruelas de Paraty. 42Na foto ao lado, a performance de Mari Blue  na voz e Federico Puppi com o seu violoncelo. O som itinerante da dupla do grupo 2 (Dois),  que interpreta clássicos do MPB, sol e da canção popular italiana chamou a atenção do público pela interpretação original e cheia de graça das canções. Seguindo a tendência dos festivais de jazz e blues do mundo, o evento contou com a presença de pessoas de toda parte do Brasil e do mundo, que vieram para assistir a grandes talentos e passear pela colonial Paraty.

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 Além das belezas naturais, o charme de uma cidade estilo colonial e o  irradiante som do festival, Paraty oferece gastronomia de altíssima qualidade! Como a cidade recebe um alto número de visitantes estrangeiros, que inclusive fixam residência neste paraíso tropical, a variedade de restaurantes de culinária internacional é alta. Um bom exemplo disso é o Thai Brasil, que prepara comidas picantes característica da culinária local Thailandesa e que, além dos deliciosos pratos sofisticados, oferece um ambiente decorado com muita criativadade e cores, propício para atrair grupos de amigos e casais.

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Aventura na Chapada Diamantina

A leitora e jornalista Christiane Nociti escreveu para nós do site Mulher Viajante contando sua incrível aventura na Chapada Diamantina e aceitou partilhar com o mundo.

Sou amante do ecoturismo e adoro estar em contato direto com a natureza. Quando um grupo de amigos da Praia do Forte (BA) me convidou para fazer a trilha da Cachoeira da Fumacinha, na Chapada Diamantina, resolvi aceitar esse desafio.

A Chapada Diamantina é um pedacinho do paraíso para mim, um local abençoado! É aqui que a natureza mostra os seus maiores encantos, revelando altas planícies, vales profundos, rios e cursos d’água. Dentre todas as beldades, a Cachoeira da Fumacinha merece destaque pelos seus cem metros de queda livre, em um canyon de duzentos e vinte metros, que possui uma energia fantástica.

Muitos visitantes optam por fazer campismo selvagem entre os canyons para absorver ainda mais a energia deste local. Outros preferem ficar em uma das várias pousadas da região. A minha dica para entrar no clima da Chapada Diamantina é se hospedar na pousada Bocaina, construída em estilo colonial rústico e que valoriza a contemplação da natureza. Outra opção é se hospedar em Mucugê, que fica a oitenta quilômetros de Ibicoara e que oferece mais opções de acomodação.

A maneira de chegar à trilha da Cachoeira da Fumacinha é através de Ibicoara, município a quinhentos e cinquenta e cinco quilômetros de Salvador, no extremo sul da Serra do Sincorá, que faz parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Da entrada do parque até a cachoeira são nove quilômetros de trekking pesado entre os canyons do local.

O percurso pode ser feito de duas maneiras: em um dia, numa caminhada que dura oito horas e é bastante cansativo; ou em dois ou mais dias, aproveitando para fazer paradas relaxantes pelo caminho. Nós optamos por fazer em três dias.

No primeiro dia, caminhamos durante quatro horas para chegar ao local do acampamento, no Poço do Encontro, onde tem uma cachoeira menor, mas também encantadora. Deixamos o segundo dia inteirinho para curtir a Cachoeira da Fumacinha. A caminhada do Poço do Encontro até lá é feita em aproximadamente uma hora. O terceiro dia é dedicado ao retorno, com parada final no Poço do Lago do Baixão, ideal para banho e descanso da longa caminhada.

Para fazer esse roteiro é preciso estar bem preparado. Os meus amigos cresceram indo para a Chapada nas férias e todos pareciam estar muito bem preparados fisicamente. Entre os que fizeram a trilha estavam professores de pilates, jornalistas, fotógrafos e surfistas. Me deu uma certa insegurança, por isso durante seis meses antes da viagem, tive que acelerar nas atividades físicas para adquirir resistência. Para isso, eu aderi às caminhadas na praia, fiz aulas de “jump” na cama elástica e jogava frescobol na praia, nos finais de semana.

E ainda bem que fiz isso. Existem trechos do caminho que exigem a prática de pequenas escaladas, também conhecidas como “escalaminhada”. Durante a caminhada, desfrutamos da beleza do Poço da Pedra Lascada, do Encontro, da Cachorra e do Lago do Baixão, onde os visitantes aproveitam para descansar e se banhar em suas águas renovadoras.  É muito fácil se perder, além do preparo, é preciso ir acompanhada de condutores locais credenciados pela Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente de Ibicoara.

Há uma ONG chamada Bicho do Mato http://www.ecobicho,blogspot.com.br/ que tem como objetivo educar para a preservação da natureza. Eles oferecem serviços de guias credenciados para grupos de até seis pessoas e atividades de aventura, como rapel, escalada, trekking e hiking. O nosso guia, Ian Malaquias é um dos trabalhadores da ONG e apaixonado pelas trilhas, tanto é que cresceu desbravando-as. Na ocasião que o grupo conversou com ele sobre a possibilidade de fazer a trilha da Cachoeira da Fumacinha, ele mencionou que essa trilha exige um bom preparo físico.

Por isso, o espírito de equipe é essencial, uma trilha assim requer interação e ajuda mútua para superar problemas que surgem no caminho. Um exemplo que posso dar, é que eu tenho medo de entrar em cavernas estreitas e, no meio do caminho, chegamos a um local onde teríamos que entrar numa delas. A outra opção seria atravessar um poço nadando. Um amigo se oferceu a atravessá-lo comigo, enquanto que o guia carregou a minha mochila pela caverna. A água estava gelada, pois o passeio foi feito no mês de junho, mas mesmo nesse sufoco, a equipe se uniu e resolvemos esse impasse.

Alguns equipamentos indispensáveis para fazer esta atividade são: lanterna, roupas confortáveis e quentes para o período noturno e tênis de montanhismo à prova d’água. Para vocês terem uma ideia, quando terminei a aventura joguei meu calçado no lixo, pois ele já estava velho e arrebentou inteiro.

Vale dizer que não se deve levar peso excessivo na mochila. É aconselhável para as pessoas que tem pele sensível fazer a trilha de calça e camisa de manga comprida por causa dos mosquitos e da vegetação que pode arranhar. É recomendado dispensar o uso do protetor solar e repelente, devido aos danos que estes podem causar ao meio ambiente.

Pedi à minha amiga, Andréa Borde que fez o passeio comigo para dar um testemunho desta aventura: “Acredito que o meu desempenho foi um pouco prejudicado pela falta de um sapato adequado e também, porque dividi a minha lanterna com mais duas pessoas. Mas, a harmonia da natureza, as risadas, as canções vindas do violão ao redor da fogueira durante a noite, o calor da fogueira e o singelo som da mata, superaram qualquer tipo de dificuldade. Mais tarde, a mestranda em Letras acrescentou: “O lugar me proporcionou momentos de êxtase sem precedentes. Foram três dias de ar puro, banhos de cachoeira, reflexões diante das belezas de um lugar intocado”.

Se tiver interesse em desfrutar desta brilhante aventura, pode entrar em contato com o guia turístico Ian Malaquias pelo telefone 71-9178-0360 ou vilambiental@hotmail.com

Leia a matéria completa tambem no: http://www.mulherviajante.com.br/article/trilha-de-aventura-na-chapada-diamantina

Fotografia Eduardo Moody

Chris & Ian Malaquias
Guia ambiental Ian Malaquias e Christiane Nociti

Charmosos cafés em Wellington

Viajar para a Nova Zelândia no verão é o que a Twin Trip Intercâmbio Cultural indica, afinal, nós brasileiros, se quisermos fugir do nosso lindo clima tropical e curtirmos um frio bem rígido, então inverno europeu é o destino certo. Mas, se você, que está acostumado ao calor e quiser curtir um país quente, então vamos aterrissar na “Kiwi land”. E, para começar, que tal uma visita mais refrescante na “cidade dos ventos”, região metropolitana de Wellington, que desde 1865 é a capital do país.

 

Uma boa razão para visitar esse país no verão, é que como turista gosta mesmo de passear, no verão os dias são longos e só escurece por volta das nove horas da noite. Wellington está situada por colinas, reúne belas paisagens e uma cultura efervescente. Os cafés dessa cidade merecem destaque, beiram quase que a perfeição, tanto é que o neozelandês, Marco Kerkmeester se inspirou em uma das cafeterias locais para abrir a primeira unidade do Santo Grão em São Paulo.

Com cerca de 440 mil habitantes em sua região metropolitana, Wellington tem mais cafés por habitante do que Nova York, mas espera aí, não é só isso que estamos em busca, à região portuária do Oriental Bay, que tem calçadão com vista para o mar é bela e através desse local, chega-se ao principal museu neozelandês, Te Papa (tepapa.govt.nz).

Antes do pôr do sol, uma boa opção é ir até um local central chamado Lambton Quay, pegue o bonde, não se esqueça de comprar uma bela garrafa de vinho e queijos e se delicie com um piquenique no Jardim Botânico. Faça como o neozelandês, curta essa atmosfera interagindo com pessoas de várias partes do mundo, fique bem ligado no sotaque do povo nativo, que não é comum ao nosso ouvido e se abra para este antigo distante país.

Para interagir com a cultura de Wellington, Cuba Street é o point, ela aglomera as melhores cafeterias, pubs, livrarias e brechós. Como você pode ver e vai concordar comigo são várias as opções que esse país oferece. Ainda vem muita coisa pela frente, afinal, ainda nem chegamos aos lagos de cor azul turquesa, merecedores dos mais bonitos cartões postais desse país de natureza exuberante e também locais fantásticos para a prática de snowboard e o tal do bungee jump, com adrenalina total que vai tornar a sua viagem ainda mais excitante.

A Twin Trip Viagens Culturais organiza viagens de estudo para este destino. Se tiver interesse em saber mais sobre os programas de estudo é só entrar em contato através do e-mail twintrip@outlook.com.

 

Terra dos kiwis atrai brasileiros

Seguindo uma nuvem, o navegador polinésio Kupe descobriu um pedaço de terra que batizou de “Aotearoa”. Isto significa, “a terra da longa nuvem branca” ou Nova Zelândia para os europeus. Esta é a lenda do povo nativo do país, o maori, que habita este pequeno pedaço de terra da Oceania formada por 4,3 milhões de habitantes e 40 milhões de ovelhas.

Conhecida por seus esportes radicais, a Nova Zelândia não se resume apenas a isso, existe uma diversidade de passeios, que a torna interessante aos olhos de turistas do mundo inteiro; os vulcões, montanhas de neve, praias, lagos azul turquesa e vinícolas são algumas das atrações, que levam pessoas a visitarem esse país nas quatro estações do ano.

Banhada pelo Oceano Pacífico e mar da Tasmânia, os “Kiwis”, como são chamados os neozelandeses aproveitam o final de semana para visitar as vinícolas, tomar um bom vinho e curtirem shows no meio de toda esta natureza esplendorosa. Aliás, curtir a natureza e não só os esportes radicais, este é o principal interesse do povo que a habita e aos visitantes, que idealizam o verde e o define como fator decisivo na escolha do melhor destino para a sua viagem ao exterior.O país é dividido entre as ilhas sul e norte e o inverno é rigoroso no país, de junho a agosto as temperaturas variam de 1° C a 15°C. Para quem gosta desta estação, a cidade de Queenstown, na ilha sul é uma excelente opção de passeio pelas suas montanhas e lagos de águas cristalinas. E para quem gosta do verão, opções de passeios não faltam, as vinícolas de uva muitas vezes promovem festivais de musicas e refeições com frutos do mar.

Esse país, que um dia foi considerado um mundo distante, hoje já não é tão distante dos brasileiros, o número de turistas brasileiros cresceu mais de 100% nos últimos anos e o dólar neozelandês na média de 1.63 está com um valor bem acessível em relação a outros países. A melhor opção de voo é com conexão em Santiago do Chile, que dura até quatro horas e depois mais 13 horas de voo para aterrissar na terra dos kiwis.

Se você quiser conciliar a sua viagem com estudo da Língua Inglesa, a agência de Intercâmbio Cultural, Twin Trip terá o prazer de lhe oferecer opções de escolas, acomodação em casa de família nativa, passagens aéreas e dicas de passeios. E, se tiver entre 13 e 17 anos, já estamos com matrículas abertas para programação Teen em janeiro de 2014. Entre em contato pelo telefone 11-98248-9151. (www.twintrip.com.br)